O LUÍS XIV DA COMARCA DE CURITIBA
 
Luís XIV foi um Rei da França, cujo reinado teve início em 1643, sob a forma do Estado Absolutista. O mesmo era conhecido também como o Rei Sol, sendo a ele atribuída a célebre frase "L'État c'est moi" (o Estado sou eu), o que significa dizer que ele estava acima de tudo e de todos; a verdadeira lei; o verdadeiro Deus na terra, não se sujeitando a qualquer poder constituinte, tampouco as leis. Em que pese a extinção da forma absolutista de estado, infelizmente em Curitiba, na plena vigência de um Estado Democrático de Direito, vem surgindo um juiz com poder absoluto, que não se sujeita a Constituição, acredito, inclusive, que a caneta com que ele assina suas decisões foi enviada do além pelo Luís XIV da França, dispensando-lhe poderes sobrenaturais, assumindo a postura de um verdadeiro Deus, ou pelo menos ele acredita que seja. No absolutismo do Moro, os nobres e burgueses (tucanos) podem tudo, enquanto os camponeses (petistas) devem ser perseguidos a ferro e fogo, tamanha é a perseguição política que não se olvide que seria melhor ser perseguido pela santa inquisição, pois seria menos vingativa do que a turma do Gilmar, do FHC, do Aécio, com o apoio incondicional da Rede Moro de Televisão, a mesma que foi providencial no golpe de 64. No uso do poder absoluto e incontestável, o Luís XIV do Paraná não se sujeita as leis, como se suas decisões fossem a fonte do direito no Brasil, se comportando nada mais nada menos como se porta um ditador fascista e demagogo, que manipula a opinião pública para legitimar o ilegitimável. Os abusos cometidos na morolândia de Curitiba são inúmeros, e pior, patrocinada contra autoridades públicas. E ai senhores(a), se isso acontece com eles, imagine como será a justiça criminal para os mortais, não tenha dúvida que se tais atitudes não forem extirpadas, o cidadão comum vai dormir com os filhos e acordar com a polícia em sua porta, lhe tirando de dentro de casa, na presença da família e vizinhos, como se fosse um criminoso contumaz, quando a verdade é que ainda está em curso uma investigação, o que acaba por inverter a ordem natural das coisas, segundo a qual todos são presumidamente inocentes até que se prove o contrário. No parque de diversões do moro, onde a tucanada se diverte e tem passe livre, as garantias individuais do cidadão não passam de balelas, o absolutismo que acolá se irradia está muito acima do sigilo das comunicações, direito de índole constitucional. Aliás, que moral tem um juiz para julgar um suposto criminoso quando ele também o é! A partir do momento que divulgou as interceptações telefônicas cometeu o crime previsto no art. 10 da Lei nº. 9.296/96, e quem comete crime é o que? Mesmo raciocínio serve para o delegado Luciano Flores de Lima. Enquanto o todo poderoso Moro brinca de monarca, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados Brasil parece está em sono profundo, pois sequer se pronuncia com veemência acerca das inúmeras e incontroláveis violações a prerrogativas dos advogados. Esse alerta serve igualmente para a subseção da OAB de Paulo Afonso/BA, que não demonstra qualquer preocupação em emitir nota de repúdio acerca de tais ilegalidades, quando seu dever, antes de mais nada, é defender o Estado Democrático de Direito. Portanto, posteriormente, não adianta reclamar que o juiz de 1º grau vem violando as prerrogativas dos advogados nesta Comarca. Não adianta chorar pelo leite derramado! A perseguição política, jurídica e midiática a Lula há muito já passou dos limites do tolerável, enquanto a turma do PSDB tem proteção irrestrita. Ah! e ai vai uma dica para o IBAMA, sabe-se que o tucano é uma espécie de ave ameaçada de extinção, acredito que se eles procurarem debaixo da toga do Moro e do Gilmar Mendes irão encontrar tanto tucano acobertado, que indiscutivelmente conseguirão acabar com a ameaça de extinção da espécie, e isso sem falar o que tem na gaveta. Eu quero provas, se não as tem, não me venham com chorumelas! Paulo Afonso, 23.03.2016. Igor Montalvão Adv. do Escritório Montalvão Advogados Associados. Pós-Graduado em Direito do Estado igormontalvao@montalvao.adv.br
 
 
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Igor Montalvão