Empresário diz que CHESF só dá apito de sirene a Paulo Afonso
 

As duas primeiras legislaturas do então recém criado município de Paulo Afonso, de 1958 a 1962, tiveram uma de suas cadeiras ocupada por um dos mais bem sucedidos empresários locais, pioneiro no ramo cinematográfico na cidade, chegando a administrar por mais de três décadas, seis salas de exibição com duas sessões de segunda a sexta feira e cinco aos domingos, todas com 100% dos auditórios lotados, sem falar nos grandes eventos musicais com artistas famosos na época, como José Augusto, Reginaldo Rossi, Evaldo Braga e Nelson Ned, que bateram verdadeiros recordes de público. Hoje aposentado e desfrutando do merecido descanso pela relevante contribuição que prestou ao progresso da cidade que comemora seu 53º aniversário de emancipação política, José Rudival de Menezes recebeu nossa equipe em sua residência para contar um pouco dessa trajetória de sucesso, vencendo lutas e desafios, expandindo suas atividades comerciais e investindo no setor hoteleiro e revenda de automóveis. -"Em 1958, quando a disputa já era tão acirrada quanto hoje, eu fui eleito com 333 votos em um universo de 5.400 eleitores; em 1962, quando o número de eleitores já era de 13.000, eu obtive 347 votos que me reelegeram. Ao final deste mandato resolvi desistir da política por entender que as contradições que eu observava não condiziam com meu perfil. Então vi que o ramo de cinema naquela época poderia ser uma boa fonte de renda, pela falta de opções de lazer na cidade, e deu certo. Cheguei a ter quatro cinemas na Vila Poty e dois no Acamamento Chesf, mas a partir dos anos 80 a televisão chegou e fulminou os cinemas, não só em Paulo Afonso mais em todo o Brasil, de maneira que não deu mais para continuar", lembra Rudival.

Sobre as dificuldades enfrentadas pela cidade de Paulo Afonso, nesses 53 anos de existência como município desmembrado de Glória, José Rudival aponta a escassez de recursos financeiros como um dos grandes empecilhos para seu desenvolvimento, apesar de reconhecer os grandes avanços conquistados, o que coloca a cidade em posição de destaque na região. -"Paulo Afonso é uma cidade que sempre passou por momentos difíceis, porque as obrigações do Poder Público são muitas e o orçamento é pequeno. E a Chesf, que deveria dar sua contribuição para a manutenção da cidade, só oferece apito de sirene e votos de Feliz Ano Novo; fora isso, a empresa não dá mais nada a Paulo Afonso, e assim a cidade vai sobrevivendo com os poucos recursos que ainda circulam, apesar do esvaziamento econômico. Ainda nos falta uma indústria de grande porte que ofereça pelo menos dois mil empregos", observa o empresário, reconhecendo que se sente gratificado pelos pauloafonsinos, que em sua opinião retribuíram seu trabalho como um dos primeiros Vereadores e como empresário que também deu sua modesta parcela de contribuição para o progresso de sua cidade. -"Desejo que todos estejam sempre prontos para enfrentar os desafios que virão e que juntos possamos vencer", finalizou.

Paulo Afonso (BA) - 26/07/2011

Empresário diz que CHESF só dá apito de sirene a Paulo Afonso

Agência de Notícias de Paulo Afonso (ANPA)

ANPA

 
 
Autor
 
José Rudival de Menezes